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Mensagem do Pároco - Agradecimento

“CANTAREI ETERNAMENTE AS MISERICÓRDIAS DO SENHOR…”

Celebrámos! Cantámos! Demos graças! Com alegria! Com entusiasmo!
Uma vocação sacerdotal não é algo que diz respeito apenas a uma pessoa. É um acontecimento de Igreja e para a Igreja. Foi assim que o senti neste domingo, dia 3 de setembro, quando me vi rodeado de toda uma assembleia celebrante, a cantar com alegria estampada nos rostos e a voz bem timbrada e sonora, a encher o templo, mas também as almas e os corações. Lembrei a predileção de Deus, qual sedutor que chama e prende. Mas que acompanha, dá a mão, faz vencer dificuldades e sombras e dúvidas… e dá força e ânimo para prosseguir, com um sorriso de confiança inabalável, o caminho começado. Chamado a oferecer-se como hóstia viva, como lembrava S. Paulo, o padre não vive para si, não vive amargurado com os seus joelhos ou a sua pilha de coração… Vive para servir, para atender, para compreender, para apontar os caminhos da vida propostos pelo Senhor Jesus. Não como os Doutores da Lei, nem como os sacerdotes do templo, mas… como bons samaritanos, a deixar o seu conforto, as suas pressas, os seus muitos afazeres e debruçar-se sobre o que caiu nas mãos de malfeitores…

Tendo consciência, como Pedro, de que nem sempre entende os caminhos de Deus, nem sempre tem coragem de afirmar a sua fé perante uma simples criada, mas que, também como Pedro, experimenta o olhar misericordioso de Jesus, e sabe que dele recebe aquele poder maravilhoso: «Àqueles a quem perdoardes…». E ainda: «Fazei isto em memória de Mim».
É com esta comunidade paroquial de São José que me tem sido dado viver a maior parte da minha vida sacerdotal. Sinto-me parte desta comunidade, que sempre me acompanhou de perto, fosse nas iniciativas das obras, a começar logo pelo Salão e Arranjo do Adro, depois pela remodelação da Igreja, pela construção da Sede dos Escuteiros, pela grande aventura que foi a compra do edifício para o Centro Social e depois as obras de adaptação, a Sede do Centro de Acolhimento João Paulo II, o Belo vitral da Igreja…Como foi maravilhoso ver o entusiasmo com que a Comunidade participou nos Cortejos de Oferendas, nas noites de S. João no Mercado do Calhabé.. Eu sei lá!
Mas foi também a atenção a outros que mais precisam: A ajuda para a construção da Igreja de S. Maximiliano Kolbe, no Bairro de Chelas, em Lisboa… da Capela de Almeirim, em Évora,… da capela de S. Carlos Lwanga no Chibuto – Moçambique… na colaboração com a AIS (Ajuda à Igreja que Sofre) para abastecimento de água a um campo de refugiados… E mais… E mais… E mais…

Mas é preciso lembrar sobretudo, a vida de fé, esperança e caridade que anima esta Comunidade. Com todos os seus grupos e serviços, com os seus mais de trezentos voluntários que lhes dão vida. Foram significativos os testemunhos quer do Conselho Pastoral, da Catequese, dos Escuteiros, dos Animadores de Adolescentes, dos Grupos Corais, dos Centros Caritativos… e também, noutro âmbito, das autarquias de Mira e de santo António dos Olivais, que quiseram associar-se à Paróquia.
Ser parte de uma Comunidade assim é um privilégio e uma honra.
Tenho-o sentido ao longo destes quarenta e três anos. E senti-o, de uma maneira muito forte e emocionante no passado domingo.
Só me resta dizer: Obrigado.
Continuamos unidos no Senhor Jesus, único Salvador, ontem, hoje e por toda a eternidade.

Vosso, muito e muito grato
P. João